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Uma pequena história dos 25 anos de Aikido na UnB

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Reflexões para os faixas-pretas, instrutores e futuros graduandos – Notas de nossos mestres

 

 

Após um dos mais longos processos de formação, com treinamentos intensivos e várias avaliações, finalmente se atinge o grau de faixa-preta no Aikido.

Então se descobre que está apenas começando a construir e trilhar seu caminho interior, de uma forma inédita, pessoal e, carregada de responsabilidades.

Surgem obrigações consigo próprio e, ainda, a função de disseminar o conhecimento adquirido, para continuar crescendo, tanto interna como externamente.

São desafios que se tornam leves, agradáveis e felizes, quando compartilhados com seus companheiros e praticantes.

Cinquenta anos atrás, um dos mestres do Aikido, Koichi Tohei - 10° Dan, escreveu no seu livro Aikido in Daily Life, publicado em 1966 pela Komiyama Printing Co. Ltd. De Tokyo, as: “13 Regras para Instrutores de Aikido”.

Fizemos um resumo delas para que possamos compartilhar e refletir sobre os ensinamentos que buscamos, com humildade, o aprimoramento e treinamento na formação do praticante:

13 Regras para Instrutores de Aikido (Koichi Tohei – Aikido in Daily Life – 1966)

1. Unificar-se com o universo, como propósito fundamental do treino do Aikido.

2. Formar cada estudante com sinceridade e sem discriminação, suportando seu crescimento e desenvolvimento.

3. Apoiar um ao outro no aprendizado da técnica correta, tornar agradável tanto jogar como ser jogado, eliminar a discórdia relativa para atingir a verdade universal.

4. Evitar criticar os outros e as outras artes. Cada arte possui sua posição na vida.

5. Começar e terminar a prática da arte marcial com cortesia, tanto da forma como do coração e da mente. Não negligenciar o respeito a quem lhe ensinou e ao fundador.

6. Rejeitar o preconceito, que prejudica o progresso. A natureza não possui limites.

7. Buscar a verdade com a mente calma e analisar seu ponto de vista. Se estiver errado, corrija. Ajudar os outros a reparar os erros.

8. Respeitar os outros e será respeitado. Escutar os pontos de vista dos outros, sem ego.

9. Reagir com raiva levará à perda de coragem nos momentos importantes.

10. Esforçar-se ao máximo quando ensinar. Perseverança, paciência, bondade e habilidade permitem o avanço de ambos, professor e aluno.

11. Não ser um instrutor arrogante. Treinar exige uma atmosfera de mútuo respeito entre o professor e o aluno. Arrogância leva a um pensar superficial.

12. Não mostrar sua energia sem um bom propósito. Algumas vezes, ser jogado é a forma mais eficiente para ensinar. Não parar o movimento durante a execução, para evitar maus hábitos. Somente as palavras não explicam o que deve ser ensinado.

13. Agir com convicção. Ela vem pela crença de estar uno com o universal. Ousar enfrentar qualquer desafio.


Nelson Takayanagi – Brasília, setembro de 2016.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aizenkai.